Com fusão de ritmos, Rei Lacoste lançou nesta quinta-feira (12) a sua nova mixtape “Festas Clandestinas”, passeando pelo trap, afrobeat, indie e outras estéticas sonoras. O trabalho, que possui nove faixas e conta com as participações de Giovani Cidreira, Tangolo Mangos, Dunna, Fiteck, M.M, Vicente e a poeta Clarice Lyra está disponível em todas as plataformas musicais.

Criando sua marca registrada durante a carreira através do flerte com vários gêneros musicais, Rei Lacoste assina a direção musical da mixtape, assim como a produção junto à  Zepeto (Bagum) e Bruno Fechine (Tangolo Mangos), produtores que agregaram ao trabalho outras vivências para além do rap, imprimindo novas sonoridades. 

“Os feats e os produtores ajudam a construir essas novas experiências que eu tenho interesse. Isso aponta para outros lugares que são menos tradicionais no rap e no trap e servem para oxigenar o cenário, principalmente o que eu tô inserido, além de contribuir para uma cena que não deixa de ser recente aqui no Brasil”, conta o artista sobre as conexões que tem feito. 

Foto: Milena Abreu

As músicas, todas desenvolvidas durante a pandemia do coronavírus, trazem reflexão sobre o cotidiano íntimo, periférico e tropical do artista baiano, nascido e criado no bairro da Boca do Rio, em Salvador, ecoando questões sobre amor, política e o espírito hedonista brasileiro.

Sobre isso, Rei Lacoste explica que o fenômeno que dá nome à mixtape “Festas Clandestinas”, de optar e arriscar até a própria vida por prazer, não necessariamente é algo ruim, quando tirado do contexto pandêmico, mas passa por uma formação estrutural do povo. “Acho que por culturas não européias, principalmente ameríndias e africanas serem mais presentes aqui, isso faz com que as pessoas tenham uma certa sabedoria de vida e uma maneira de se relacionar e encarar o mundo diferente”, completa.